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Por Paulo Angelo Lorandi
Conceitualmente, as vitaminas são substâncias que o organismo não tem a capacidade de produzir e, portanto, é preciso que sejam ingeridas diariamente em quantidade adequadas. A referência da necessidade de ingestão diária é determinada pela Anvisa com base em estudos e documentos da OMS e da FDA americana. Essas quantidades são diferentes para as diferentes faixas etárias e condições especÃficas, como a gravidez.
As vitaminas são substâncias que facilitam as reações quÃmicas do nosso organismo, em vários e diferentes órgãos. Por exemplo, as vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, etc.) são fundamentais para a produção de energia. A vitamina C tem importante efeito antioxidante e é fundamental para a produção de proteÃnas, como o colágeno. Importante, então para a cicatrização. A vitamina A tem muitas funções e uma delas é a de garantir a visão.
As vitaminas estão presentes nos alimentos e quando fazemos uma refeição variada, temos acesso a elas em quantidades e diversidade adequada. Assim, nada melhor do que uma boa refeição para garantir o que, de fato, necessitamos. Além disso, muitos alimentos industrializados são fortificados com a vitamina. Por exemplo, toda a farinha de trigo, no Brasil, é fortificada com ácido fólico (vitamina B9) e ferro (que não é vitamina).
Os suplementos vitamÃnicos encontrados nas farmácias não se constituem como a melhor opção. Isso porque, se houver carência, ela tende a ser especÃfica para uma vitamina e não para todas elas. No mercado, há o estÃmulo para o consumo de polivitamÃnicos como se fosse uma panaceia para tratar dos “problemas da vida modernaâ€. Isso não existe. Os polivitamÃnicos podem ter indicações em algumas condições especÃficas, quando há distúrbios de absorção, como indivÃduos idosos, ou durante a gravidez.
Assim como as vitaminas, a suplementação de minerais também tem as mesmas crÃticas. Não se justifica se não houver real necessidade. Isso se refere ao ferro ou cálcio, para citar os dois que causam mais apreensão nas pessoas. Os minerais estão presentes em alimentos especÃficos. O cálcio nos laticÃnios e o ferro em carnes e em vegetais, como as leguminosas (ervilha, lentilha e outras). Outros vegetais podem fornecer cálcio e ferro, porém se tornaria inviável ingeri-lo em quantidades adequadas.
A hipovitaminose precisa ser analisada pelos médicos para que a prescrição seja feita de forma adequada. Apesar das vitaminas serem de venda livre, não se deve fazer o uso indiscriminado. Algumas das vitaminas em excesso, principalmente as chamadas de lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K), podem trazer prejuÃzos.
Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponÃvel para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br
Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (CurrÃculo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.
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