Guilherme Derrite e chefes das forças de segurança vão acompanhar as ações de combate ao crime organizado na Baixada Santista.
Foto: Divulgação / SSP
Da redação
Após a morte do cabo da Polícia Militar (PM), José Silveira dos Santos, do 2⁰ Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), nesta quarta-feira (7), o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, anunciou a transferência temporária do gabinete dele para Santos. O secretário e os chefes das forças de segurança, Coronel PM Cássio Araújo de Freitas, e delegado-geral, Artur Dian, permanecerão na Baixada Santista acompanhando as ações de combate à criminalidade e as buscas pelos suspeitos de envolvimento nas mortes de dois policiais militares que atuavam na Operação Verão.
A iniciativa foi anunciada em uma coletiva de imprensa, na sede do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6), no bairro Aparecida.
De acordo com a SSP, o patrulhamento será ampliado com o aumento do efetivo. A partir desta quinta-feira (8), policiais do Batalhão de Ações Especiais, da região do ABC Paulista, de Guarulhos e da Região Metropolitana da capital se juntarão ao efetivo já empregado na Operação Verão. A tropa contará com o auxílio da Rota e do Comando de Operações Especiais (COE).
A Polícia Civil também vai apoiar nas investigações com o empenho de agentes do Grupo Especial de Reação (GER), além do efetivo de outros departamentos, como Denarc, para dar o suporte nas ações de combate ao tráfico de drogas. O trabalho de inteligência também será reforçado com os agentes da Civil e de diversas agências que atuam no Estado. “Todas as informações de inteligência serão centralizadas para que os policiais possam atuar em campo com um grau de estrutura definido por prioridades”, afirmou o secretário.
A SSP também vai solicitar junto ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público uma atuação em conjunto, com base nas informações de inteligência, para que as ações sejam acompanhadas de perto pelos órgãos.
Recompensa pelo paradeiro de quem matou o PM da Rota
Durante a coletiva, Derrite afirmou que a Polícia Civil já pediu a prisão do suspeito de matar o policial da Rota Samuel Cosmo, na semana passada. A Justiça deferiu o pedido e os policiais estão tentando localizar o criminoso.
A SSP publicará uma resolução oferecendo uma recompensa de R$ 50 mil para quem der informações que ajudem a levar ao paradeiro do suspeito.
“Essa atuação vai priorizar a prisão desde a cúpula do crime organizado até os membros dessas organizações, além dos envolvidos nas mortes dos policiais. Vamos dar uma resposta ao avanço da criminalidade”, completou.
Operação Escudo

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A ação policial foi retomada no dia 26 de janeiro, após a morte do soldado da Polícia Militar (PM), Marcelo Augusto da Silva, de 28 anos. O agente era de São Paulo, do 38º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, mas trabalhava em Praia Grande, na Operação Verão. Ele foi morto quando voltava para casa. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), policiais militares rodoviários foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima ferida, ao lado de uma motocicleta. O resgate esteve no local e constatou o óbito.
No fim da tarde da última sexta-feira (2), o soldado da Polícia Militar (PM), Samuel Wesley Cosmo, foi morto na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no bairro Bom Retiro, na Zona Noroeste.
Segundo a SSP, Cosmo foi atingido no olho, socorrido e levado à Santa Casa de Santos, onde passou por cirurgia, mas não resistiu. Após o ocorrido, a Operação Escudo teve reforço, para localizar e prender os envolvidos na morte dele.
Nesta quarta-feira (7), o cabo José Silveira dos Santos, foi baleado na lateral do abdômen e não resistiu. O caso ocorreu em um prédio, na Rua João Carlos de Azevedo, no bairro Jardim São Manoel. Ele e outro agente faziam patrulhamento, quando foram atingidos. Um criminoso também foi baleado e outro pulou de um prédio para escapar e morreu.
Sete mortos
Durante o fim de semana, três pessoas morreram na Vila dos Criadores, uma no Morro do São Bento e as outras duas nos bairros São Jorge e Bom Retiro, em Santos. Além disso, um indivíduo morreu no Jóquei Clube, em São Vicente. Cinco pessoas foram presas. De acordo com a SSP, todos os indivíduos possuíam passagens por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo.

Foto: Reprodução
A primeira Operação Escudo aconteceu no ano passado, após a morte do Soldado da Rota, Patrick Bastos Reis. A ação policial durou 40 dias e teve o objetivo de sufocar o tráfico de drogas e combater o crime organizado. Ao todo, 805 pessoas foram presas, sendo 311 foragidas da Justiça.
Também foram apreendidas 96 armas, entre pistolas e fuzis, e 939,3 kg de drogas. 28 pessoas foram mortas.