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Região / Polícia

PF e CGU combatem desvios de recursos destinados à saúde e à educação em Guarujá

Da Redação

Atualizada às 12h45

A Polícia Federal, em ação integrada com a Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), deflagrou nesta terça-feira (29) a segunda fase da Operação NACAR, visando o aprofundamento das investigações que apuram fraudes nas contratações das áreas da saúde e da educação realizadas pela Prefeitura do Município de Guarujá.

Em entrevista coletiva, a Polícia Federal informou que foram apreendidos R$ 110 milhões em bens – como veículos de luxo – e dinheiro em espécie, além de documentação, que será analisada na investigação. Em Guarujá foram 31 endereços.

Ainda segundo a PF, algumas pessoas foram afastadas de cargos públicos. No entanto, nomes e funções não foram divulgados pelas autoridades, em razão de ainda pesar o segredo de justiça a respeito destas investigações.

Na primeira fase da operação, cumprida em setembro do ano passado, o prefeito Walter Suman e o então secretário de Educação, Marcelo Nicolau, ficaram presos por três dias na Penitenciária 1 de São Vicente. Suman, inclusive, chegou a ser alvo de processo de impeachment, mas foi inocentado pela Câmara Municipal de Guarujá em dezembro. Já Nicolau foi exonerado em outubro.

A operação

A investigação tem como objetivo o combate de possíveis crimes de corrupção, desvios de recursos públicos e outros crimes correlatos, envolvendo verbas federais. Endereços ligados ao prefeito, além do Paço Municipal e a Câmara de Guarujá foram alvos da operação.

Foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão nos municípios de Guarujá, Santos, São Vicente, São Bernardo do Campo, Carapicuíba, São Paulo, Campos do Jordão e Brazópolis/MG. Participaram da deflagração 225 policiais federais e 3 auditores da CGU.

Dentre as medidas determinadas pela Justiça Federal, estão o bloqueio de mais de R$ 110 milhões de bens e valores de envolvidos, além do afastamento de ocupantes de cargos comissionados e eletivos de suas funções.

Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem variar de 12 a 46 anos.

Nácar é a substância liberada pela ostra para se proteger e conter o corpo estranho, formando assim a pérola. O nome da operação é uma alusão ao processo de contenção de ações criminosas no município do Guarujá, conhecido como Pérola do Atlântico.

Foto: Arquivo