Um fotógrafo de 50 anos acusa o funcionário de uma loja de eletrônicos localizada em Praia Grande, no litoral de São Paulo, de atacá-lo enquanto solicitava a troca de uma bateria de celular que havia sido comprada no local e apresentou mal funcionamento. O homem ficou gravemente ferido ao ser lançado sobre um vidro.
Marco Antônio Pinto Silva, que mora na cidade, contou que foi até o estabelecimento, localizado em uma galeria comercial na Avenida Presidente Costa e Silva, no bairro Boqueirão, na última sexta-feira (19). O item custou R$ 40 e ele recebeu a garantia de um atentende que, caso houvesse problema, poderia trocá-lo.
“Na segunda-feira (22), a bateria já deixou de funcionar. Então eu fui lá nesta terça-feira (23) para trocar. Quem me atendeu disse que não faria a troca, pois eles não tinham outra. Eu pedi uma garantia ou uma nota para voltar outra hora, mas ele se recusou a dar. Foi aí que eu fui surpreendido”, contou o fotógrafo.
Outro funcionário, aparentando ter entre 20 e 25 anos, saiu dos fundos da loja e o empurrou. “Eu me agarrei nele e acabei lançado em direção a um vidro, não sei se de uma porta ou uma vitrine. Acabou que eu sofri um corte profundo no braço e começou a sair muito sangue. Na hora, eu achei que fosse morrer”.
O rapaz que Marco acusou de tê-lo atacado também ficou ferido, mas, segundo ele, sem gravidade. “Muitas pessoas ficaram assustadas. Uma jovem, que fez curso de enfermagem, e um colega da igreja pararam para me ajudar. A ambulância chegou em 10 minutos, mas o pessoal achou que eu não resistiria até lá”.
O fotógrafo foi socorrido consciente e levado às pressas para o Hospital Irmã Dulce, onde foi submetido a procedimento cirúrgico para a reconstrução de uma veia e, depois, para fechar o ferimento. “Eu levei mais de 30 pontos. Tomei bastante soro e, depois de tudo, a gente para e vê como tudo foi absurdo”.
Em contato com o G1 após receber alta médica, Marco afirmou que um boletim de ocorrência será registrado na manhã desta quarta-feira (24), quando receberá alta do hospital. O G1 não conseguiu contato com o funcionário do estabelecimento para falar sobre o caso.
Fonte: G1