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Porto do Paraná embarca carga viva. Em Santos operação está autorizada

Cerca de 4 mil bois vivos serão embarcados hoje (16) no porto do Paraná. Há pelos menos 30 anos esse tipo de carga não era movimentada por navios na costa paranaense. O Ministério Público é contra a operação e expediu uma recomendação, no sentido de informar de houver problemas.

De acordo com informações da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), o navio Adel I receberá a carga que seguirá para a Turquia. A ação foi intermediada pela Associação Brasileira de Exportadores de Animais Vivos (Abreav) . O Ministério da Agricultura autorizou o embarque e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu a licença, mas impôs condições, deixando claro que é um projeto-piloto.

Para a realização da operação, foi necessário que o Terminal Portuário Ponta do Felix (TPPF)  tivesse um plano de contingeÌ‚ncia/emergeÌ‚ncia que prevê ações de salvamento de animais em meio terrestre (transporte rodoviaÌrio e instalações portuaÌria) ou mesmo quando estiverem em alto mar.

SANTOS – Em 2018 a movimentação desse tipo de carga causou polêmica, em Santos, quando 26 mil bois foram embarcados, pelo Porto para a Turquia. Os animais eram criados em fazendas no interior paulista e foram comprados pelo país de destino. Na época a Prefeitura chegou a aprovar um projeto de lei que proíbe o transporte de cargas vivas nas áreas urbanas e de expansão urbana em Santos.

O projeto prevê exceção para animais domésticos; de uso terapêutico em projetos educativos e medicinais; à serviços das forças policiais; animais que passarão por cuidados médicos; utilizados para atividades esportivas; e destinados à preservação ambiental. Ainda prevê que animais com doenças ou ferimentos graves passem por um veterinário, que irá emitir um parecer técnico para decidir seu destino, e proíbe maus-tratos contra os animais.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – autoridade portuária do Porto de Santos – garante que atualmente o transporte de carga viva é permitido em Santos. De acordo com o órgão, em 2018, foi aprovada a lei que proibia o transporte de carga viva dentro do município. Essa decisão foi derrubada por pelo ministro Edson Fachin, que tornou a lei inconstitucional.

Foto: Divulgação