O temporal causou alagamentos, deslizamentos e pessoas ficaram desalojadas na região.
Vídeo: Reprodução / Redes Sociais
Por Vinícius Farias
As fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista nesta quinta-feira (24) causaram vários alagamentos, deslizamentos e pessoas ficaram desalojadas na região. Em Peruíbe, 24 pessoas tiveram que sair de casa.
Nas imagens é possível ver pontos das cidades da Baixada, que ficaram alagados.
Vídeo: Reprodução / Redes Sociais
Em um vídeo obtido pela reportagem é possível ver a Avenida Presidente Wilson, no Centro de São Vicente, onde a água tomou conta da via. (veja acima)
Vídeo: Reprodução / Redes Sociais
Também é possível ver o cruzamento da Rua Jurubatuba com Alexandre Martins, em Santos, onde tudo ficou alagado. (veja acima)
Vídeo: Reprodução / Redes Sociais
A equipe do Mais Santos obteve um vídeo da Rua Dom Idilio José Soares, no bairro Vila Nova, em Cubatão, onde a água quase entra nas casas. (veja acima)
Vídeo: Reprodução
Nas imagens é possível ver uma rua, no bairro Guilhermina, em Praia Grande, onde os carros ficam quase encobertos por causa da água. (veja acima)
Cratera em Santos

Foto: Reprodução
Por conta da chuva, uma calçada cedeu e quase engoliu um carro em Santos, na tarde desta quarta-feira (24), na Rua Carlos Affonseca, no bairro Gonzaga, em frente a uma obra. Ninguém se feriu.
Em nota, a Prefeitura de Santos informou que embargou a obra. A construtora responsável foi intimada a providenciar todas as medidas necessárias para garantir a segurança de trabalhadores, pedestres e imóveis do entorno.
Em nota, a Construtora Patriani afirmou que a obra não contribuiu para o problema, permanecendo intacta, não havendo nenhum tipo de ocorrência.
A Defesa Civil de Santos vistoriou o empreendimento e imóveis do entorno. O órgão recomendou o isolamento de parte do andar térreo de um prédio vizinho, onde não houve necessidade de evacuação. Não foram verificados impactos do sinistro nos demais imóveis próximos. O trecho da calçada atingido permanece interditado e sinalizado.
Acumulados de chuvas nas cidades
Santos – 213mm nas últimas 72h;
Mongaguá – 160mm nas últimas 72h;
São Vicente – 213,6 mm nas últimas 72h;
Praia Grande (Portinho) – 123mm nas últimas 24h;
Bertioga – 166mm nas últimas 24h, 260mm nas últimas 48h e 274mm nas últimas 72 horas;
Itanhaém – 89,05mm nas últimas 24h, 197,76mm nas últimas 72 horas;
Guarujá – 138,8mm nas últimas 24h, 197, 8mm nas últimas 72 horas;
Cubatão (Posto Cota 400) – 72,2mm nas últimas 24h;
Cubatão (Posto Ultrafértil – Área Industrial) – 62mm nas últimas 24h;
Cubatão (Posto da Comissão Municipal de Defesa Civil (COMDEC)) – 60,2mm nas últimas 24h;
Prefeituras
Santos
Em nota, a Defesa Civil de Santos informou que os morros estão em estado de atenção. As equipes do órgão e todo o efetivo das prefeituras regionais, funcionários da limpeza urbana e outros setores da Prefeitura estão em campo atendendo chamados. Desde a noite desta quarta-feira (24) foram contabilizadas 22 ocorrências, todas sem vítimas. Nos últimos três dias, choveu em Santos quase 70% da média histórica para todo o mês de janeiro.
Foram contabilizadas nove ocorrências nos morros Caneleira, Marapé, Monte Serrat, Nova Cintra e Saboó. Entre os casos de maior relevância, um escorregamento de terra de pequeno porte, que atingiu uma casa desocupada no morro Santa Maria.
Já no Morro do Marapé foi registrada, ontem (24), a queda de um muro, que atingiu cinco moradias. A Prefeitura Regional dos Morros foi acionada para a retirada do material que caiu sobre as casas. Após vistoria da Defesa Civil, os imóveis foram interditados.
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) está fazendo o atendimento das famílias das casas atingidas. Apenas uma família buscou abrigo na Sociedade de Melhoramentos do Marapé, onde a Seds está disponível para assistência. As demais famílias optaram por se abrigar na casa de parentes.
No Saboó, a queda de um muro atingiu uma moradia, que foi parcialmente interditada pela Defesa Civil. O local não precisou ser evacuado.
Já desde a madrugada desta quinta-feira (25), até o momento, foram contabilizadas mais 11 ocorrências nos morros do José Menino, Nova Cintra, São Bento e nos bairros da Aparecida, José Menino, Macuco, e Embaré, onde moradias não foram atingidas.
No final desta manhã (25), houve deslizamento de terra na encosta do Morro do São Bento, ao lado do Complexo Marina Magalhães, próximo a rodoviária. Também sem vítimas. Houve, ainda, deslizamento de terra no Morro Santa Maria, na comunidade Vila Israel, onde técnicos da Defesa Civil indicaram a desocupação de casas. As equipes ainda estão no local avaliando a situação. As famílias destes imóveis serão encaminhadas ao atendimento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds).
Houve 14 ocorrências de queda de árvores, uma queda de bloco rochoso, uma queda de muro e duas ocorrências de poste inclinado. A Defesa Civil acompanha também todas essas ocorrências.
No momento, a Avenida Nossa Senhora de Fátima segue com pontos de alagamentos em ambos os sentidos, com as duas pistas com a faixa da esquerda transitável. O acesso ao Viaduto Paulo Gomes Barbosa foi liberado. Linhas de transportes que fazem desvio na Nossa Senhora de Fátima já voltaram a circular pela via.
A Rua Guilherme Russo (acesso ao morro), onde houve queda de barreira, foi bloqueada por volta das 8h para trabalhos por equipes da Prefeitura, mas foi liberada há pouco (10h40). A CET-Santos está, desde ontem (24), com todo seu efetivo de agentes nas ruas atuando em pontos mais críticos, buscando amenizar os problemas no trânsito decorrentes do temporal.
Bertioga
A Prefeitura informou que a Defesa Civil está operando em estado de atenção dentro do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC). Não há desabrigados ou desalojados.
Desde a madrugada, equipes da Defesa Civil e Trânsito auxiliam os trabalhos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em deslizamento na região Serra do Mar, da Rodovia Mogi-Bertioga. A via está interditada para trânsito sem expectativas de liberação.
No local, a equipe de Operações Especiais do DER, aguarda a chegada de geólogos e outros profissionais do Governo do Estado para avaliarem os riscos e as próximas medidas técnicas a serem tomadas. No momento, os motoristas devem utilizar como rota alternativa o Sistema Anchieta-Imigrantes (SP 150-160).
Itanhaém
A Administração Municipal informou que permanece em estado de atenção para qualquer eventualidade relacionada às fortes chuvas. No entanto, até o presente momento, não foi registrado nenhum evento de maior gravidade no município. Devido ao alto volume de chuvas nas últimas horas e à previsão de sua continuidade ao longo desta quinta-feira (25), alguns bairros têm registrado acúmulo de água.
Apesar disso, o acesso a esses locais não foi impedido, garantindo a possibilidade de ações emergenciais. Até o momento, os principais efeitos das chuvas têm sido transtornos na locomoção da população.
Guarujá
A Prefeitura de Guarujá informa que, nos 143 km quadrados equivalentes ao território da Ilha de Santo Amaro, caíram 18,6 bilhões de litros d’água nas últimas 24 horas. O nível vigente é de atenção. A cidade registrou alagamentos em diversos pontos, com volume de chuva bem intenso entre 17 e 19 horas desta quarta-feira (24), uma média de 70 mm nesse curto espaço de tempo.
Foram realizadas a remoção de cinco árvores de médio porte. As ocorrências aconteceram em: duas na estrada de Santa Cruz dos Navegantes; Rua Olímpia Sampaio, na Enseada; Rua Rezende Amado, Jardim Las Palmas; e Avenida Plinio de Carvalho Pinto, Enseada.
Houve ainda uma ocorrência de queda de galho em moradia, na Avenida Manoel Domingo Cravo, no Santa Rosa, que ocasionou danos no telhado. O proprietário foi orientado pela equipe de Defesa Civil e uma lona plástica cedida minimizou o problema.
Mongaguá
A Defesa Civil de Mongaguá registrou seis ocorrências de queda de poste domiciliar padrão e quatro ocorrências de famílias desalojadas, onde duas delas ainda estão em processo de retirada. Um abrigo temporário está funcionando na cidade, com o apoio da Defesa Civil e da Diretoria de Assistência Social.
Além disso, a Diretoria de Serviços Externos está atuando nos pontos de alagamento, com desobstrução de canais e valas. Os bairros mais afetados foram Vera Cruz, Vila Operária e Vila Atlântica. A cidade está em estado de atenção.
Cubatão
Segundo a prefeitura, duas árvores caíram sobre a fiação elétrica, obstruindo a principal rua no bairro Água Fria. Na situação, foi solicitado apoio às autoridades competentes, incluindo a CPFL, bombeiros e a Companhia Municipal de Trânsito (CMT), para lidar com danos e garantir a segurança da população.
Não há registros de famílias desalojadas ou desabrigadas nem ocorrências fatais ou hospitalizações devido às chuvas.
São Vicente
A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), informou que a equipe de zeladoria da Cidade foi acionada para uma ocorrência de queda de árvore no bolsão do Itararé, próximo à divisa com Santos. A equipe já efetuou a remoção. O estado vigente, no momento, é de atenção.
A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informa que os principais pontos de alagamento na Área Insular são as avenidas Tupiniquins, Augusto Severo, cruzamento entre Rua Frei Gaspar e Avenida Capitão-Mor Aguiar, avenidas Martins Fontes e Manoel da Nóbrega, e ruas Mascarenhas de Moraes e Mal. Cândido Mariano da Silva. Pela Área Continental, as avenidas Ulisses Guimarães e Quarentenário, além das ruas Eduardo Cação e Dr. Donald Alexandre Kealman. A Rua 5, bairro Rio Branco, precisou ser interditada.
Praia Grande
Não houve ocorrências de gravidade, apenas pontos de acúmulo de água que foram escoados pelo sistema de drenagem quando a chuva diminuiu. Não há registro de desabrigados ou desalojados.
Peruíbe
Os locais mais atingidos foram os bairros Ribamar, Caraguava e Jardim das Flores. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, 24 pessoas(nove famílias) ficaram sem moradia temporariamente devido à alagamentos. Elas foram acolhidas no Centro Comunitário do Caraminguava.
Alerta da Defesa Civil
A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta de “chuvas muito fortes” na Baixada Santista. A previsão é que o tempo feche entre quinta-feira (25) e sábado (27). O acumulado de chuvas pode chegar a 220 mm.
Recomendações
O órgão recomenda que os moradores evitem áreas arborizadas durante a tempestade, devido ao risco de quedas de árvores. Ao ouvir um trovão, as pessoas devem procurar um local coberto.
Quem mora em áreas de encosta precisa observar os sinais de movimentação do solo. Durante o processo de deslizamento é comum surgirem rachaduras nas paredes dos imóveis, portas e janelas emperrarem, postes e árvores se inclinarem e água lamacenta escorrer pelo morro.
Os temporais podem provocar fortes rajadas de vento, com risco de queda de árvores e danos em construções quando as rajadas chegam a 75km/h. Em cenários mais críticos, os vendavais com velocidade a partir de 90km/h podem arrancar árvores e provocar danos estruturais em construções. Nestes casos, procure um abrigo seguro, evitando árvores ou coberturas metálicas frágeis; mantenha distância de janelas, vidros e objetos perfurantes.
A Defesa Civil do estado estará de prontidão ao longo destes dias, monitorando em tempo real a evolução da chuva e emitindo os alertas à população pelo SMS 40199. Para se cadastrar basta enviar uma mensagem de texto para o número 40199 e no campo da mensagem digite o CEP da localidade de interesse.