Da Redação
Válter Suman reassumiu efetivamente o cargo de prefeito de Guarujá na manhã desta segunda-feira (20). Ele chegou ao Paço Municipal Moacir dos Santos Filho por volta das 10 horas. O retorno não aconteceu na sexta-feira (17) pelo ponto facultativo, em razão da emenda de feriado de Corpus Christi.
A medida foi uma das autorizadas pelo habeas corpus recebido por Suman pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão unânime concedida na terça-feira (15). A outra providência havia sido executada na sexta: a retirada da tornozeleira eletrônica de monitoramento que utilizava.
“Quero agradecer a Deus, ao corpo jurÃdico e a minha famÃlia. Estou retornando após um julgamento que teve uma decisão por unanimidade. A cidade não pode parar e tenho uma história pautada por muito trabalho”, afirma Suman, em sua chegada ao Paço.
Suman anunciou que se reunirá com o secretariado nesta tarde. “A prioridade é retomar o cuidar da cidade, tratando pautas que estiveram represadas”, sintetiza. Adriana Machado, a vice, estava no comando e volta ao cargo.
Suman é acusado de desvios na área da saúde e educação do MunicÃpio relacionados à Organização Pró-Vida, à empresa AM da Silva Serviços Administrativos Ltda., à ACENI – Instituto de Atenção à Saúde e Educação. Ele já esteve preso e, juntamente com a esposa Edna, foi obrigado pela Justiça a utilizar o equipamento de monitoramento.
A volta de Válter Suman ao cargo de prefeito de Guarujá causou protestos já entre a manhã e a tarde deste sábado (18), em forma de carreata.
Mais de 40 carros participaram do movimento, organizado pelo engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, autor do pedido de impeachment de Suman.
O ponto de encontro da carreata foi na Praça 14 Bis, em Vicente de Carvalho. Ela percorreu diversas ruas e avenidas de Guarujá até chegar à Praça Horácio Lafer, na Praia da Enseada.
Dias antes, na manhã de segunda-feira (13), Suman era esperado na Câmara Municipal para ser ouvido pela Comissão Processante. A defesa por escrito foi protocolada por intermédio de advogado.
O motivo de Válter Suman não ter comparecido na ocasião é a alegação de que ele, na condição de prefeito afastado, não poderia entrar em prédios públicos. A Comissão, no entanto, disse que ele poderia ter ido, pois a Câmara é um órgão independente.
“A Câmara segue o rito dela e estamos aguardando da mesma maneira que foi a primeira vez em relação ao impeachment. Não houve fato novo. Estamos serenos, aguardando o processo e dispostos a responder em qualquer instância”, completou Suman.
Foto: Arquivo